Sobre

O movimento ativista dos pedestres busca cidadania e infra-estrutura decente, em Porto Alegre, contra a situação indigna e caótica do espaço público.

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2 respostas em “Sobre

  1. Reconhecer a cidade a pé para reencontrar o cidadão

    A cidade mudou quando o veículo a motor entrou nas nossas vidas. A amabilidade sumiu dentro do carro, convertido em uma armadura motorizada, um lar com rodas, um reino a gasolina ou diesel. Os pedestres viram guerreiros atrás do volante e as multidões suspiram por ingressar nos engarrafamentos mais seletos. Mesmo assim, um grupo de pedestres clama pelos seus direitos.

    Em Porto Alegre, as calçadas são testemunhas de um descaso proverbial. Como a fiscalização é praticamente nula, vemos pedaços de calçada fabulosos do lado de lajes quebradas que disputam seu espaço com moitas cheias de sujeira e com buracos a espreita de tornozelos incautos.

    Até os equipamentos municipais não recebem a mínima manutenção. Além de cuidar para não tropeçar ou para não ferir os olhos com um galho baixo demais, temos que ter cuidado com postes enferrujados ou orelhões cheios de poeira. Não conheço ninguém que tenha visto os funcionários do DMLU limpar as lixeiras por fora ou desinfetar os pontos de ônibus, um serviço que deveria ser providenciado com frequência, mas, mesmo assim, a gauchada nunca viu.

    Esta conduta relapsa constitui uma autêntica depredação passiva por parte do poder público, que só serve para que vizinhos desleixados argumentem que, se a Prefeitura não faz, eles também não. Eis uma linguagem dupla e hipócrita resumida no velho ditado: “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço” e que aqui foi turbinado como “Eu curto, eu cuido”.

    Porto Alegre é uma cidade emergente, tem uma inquestionável vocação internacional, porém suas equipes de governo não estão entendendo o que precisam os cidadãos quando descem do carro ou do transporte público e viram pedestres de novo. O morador de POA tem direito de se deslocar a pé com facilidade, segurança, comodidade, muito mais limpeza e em calçadas padronizadas, que devem voltar ao controle público como o resto da rua.

    Caminhar na cidade é uma necessidade para as pessoas sem carro como as crianças, os idosos, os deficientes ou os menos favorecidos economicamente. É um direito de todos para melhorar nossa integração na cidade, para conhecer e aproveitar seus recantos e para desenvolver um olhar sereno que desperte nosso espírito de colaboração. Resgatemos os pedestres de seus guetos inconexos e ofereçamos passeios maiores e melhores. Um pedestre alegre, em um porto como o nosso, é um cidadão sempre disposto a participar do aprimoramento do que conseguiu conhecer prazerosamente a pé.

    • Todos somos pedestres.
      Além das categorias de pessoas citadas que caminham por necessidade há os que optam pelo meio de transporte (mesmo sem “necessidade”), pois é o mais básico, mais saudável e muitas vezes o mais rápido e eficiente.
      Voltar as costas para isso, como faz essa prefeitura, é voltar as costas para TODOS os cidadãos em privilégio exclusivo aos interesses de empreiteiras financiadoras de campanha.

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